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quinta-feira, 6 de abril de 2017

DEPRESSÃO - TRISTEZA - MELANCOLIA



DEPRESSÃO – (TERRENO DEPRESSIVO)

A depressão está catalogada como uma das doenças mentais com maior incidência na população mundial.
Muito se tem escrito sobre o fenómeno depressivo e sobre as suas causas. Algumas destas estão completamente ultrapassadas – nomeadamente a sua associação privilegiada a um desequilíbrio no neurotransmissor serotonina.
Numa análise, ainda que sintética e que corre o risco de parecer superficial, pode dizer-se que a depressão está associada à forma como cada ser humano reage aos múltiplos traumas e ocorrências nefastas da existência, à insatisfação, ao sofrimento físico ou psicológico, ao tédio, aos medos e à angústia existencial, entre outros. Ou seja, o deprimido vive com as lembranças dos estados ou acontecimentos negativos da sua vida, frequentemente um verdadeiro “campo de batalha”. 

O ser humano não vive de forma integral, dizendo “sim” à vida, morrendo psicologicamente para o passado, exterminando o sofrimento.

Veja-se »

Muitos são os estudos que têm vindo a ser publicados nos últimos anos donde se conclui, grosso modo, que grande parte dos pacientes catalogados como deprimidos não respondem satisfatoriamente aos fármacos disponíveis. Mas tal facto, não quer dizer que os devamos ou possamos simplesmente erradicar. São úteis e absolutamente necessários em muitos casos, o que  não afasta ou torna inútil a prescrição dos homeopáticos adequados.


Antes do mais, o paciente “deprimido” deve:
- aprender a encarar a vida como um todo, aceitando-a na sua impermanência e insegurança;
- desenvolver o autoconhecimento;
- evitar situações de stress, libertadoras de citocinas, e que criem um ambiente propício aos pensamentos, emoções e sentimentos negativos;
- fazer algum exercício – o simples caminhar ou subir e descer escadas já é suficiente na maioria dos casos;
- reaprender a viver, morrendo psicologicamente para o passado e encarando a realidade presente tal qual ela é, não permitindo que a observação vá para além dos factos, transformando-os por via de comparações, interpretações ou julgamentos em visões negativistas.

A Homeopatia pode e deve constituir-se como um precioso auxiliar na cura, inclusivamente complementando a medicina alopática. No entanto, tenhamos a convicção de que inexistem receitas milagrosas.

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É interessante realçar, que em muitos quadros clínicos obtivemos resultados excelentes com o seguinte protocolo, que tem vindo a ser utilizado com sucesso por homeopatas de muitos países:

IGNATIA 200 CH, 5 gotas duas vezes por dia;
KALIUM PHOSPHORICUM 6 DH, 5 gotas todas as noites;
HYOSCIAMUS 6 CH, 5 gotas duas vezes por dia.


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Na DEPRESSÃO EXÓGENA referimos o seguinte protocolo constituído por medicamentos complexos dos Laboratórios Heel, Alemanha:

Ypsiloheel – comprimidos
Nervoheel – comprimidos
Ignatia-Homaccord


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Para além destes, outros medicamentos têm a sua acção em quadros depressivos e devem ser sempre tomados em diluições altas. 
Vejam-se entre outros:

ALUMINA
Depressão que agrava de manhã ao acordar. Está sempre triste. Geme e resmunga. Angústia. Custa-lhe falar. Tem um medo constante que lhe aconteça uma desgraça.

AMBRA GRISEA
Depressão por desgosto, tem pensamentos tristes que rumina com constância. Temperamento choroso e tal como Pulsatilla chora facilmente.
Tem medos múltiplos.

ARNICA
O paciente está deprimido. Quer ficar sozinho, em paz. Não quer que lhe falem ou se aproximem dele. Fadiga.

ARSENICUM ALBUM
É um deprimido com uma grande e profunda prostração. Alternância de excitação e depressão. Agitação ansiosa. Medos vários. Medo da morte. Crê que os seus padecimentos não têm cura e recusa-se a tomar os medicamentos. Os sintomas agravam por volta da uma hora da manhã.

AURUM
É um deprimido com medo da morte não obstante a deseje. Pessimismo. Introspecção constante. Aversão pela vida. 
Tem ideias obcecantes de suicídio, no entanto tem medo da morte. 

CARBO ANIMALIS
Deprimido com desejo de solidão e com aversão às conversas. Tem medo da morte.

CAUSTICUM
Está triste por via de desgosto. Depressão intelectual. Pessimista, desconfiado, tem um espírito crítico. 
Fica ansioso à noite, na escuridão.

GELSEMIUM
Está deprimido por choques morais (emoções fortes, sustos, medo ou más notícias). Tem medo e tremores. Ansiedade por antecipação. 

HELLEBORUS
Depressão com expressão de estupor.

IGNATIA
Deprimido por desgostos, mágoas ou contrariedades. Deseja a solidão. Rumina constantemente os desgostos. Chora por tudo e por nada e suspira. Tem reacções paradoxais e muito variáveis.

LACHESIS
Teve uma decepção sentimental. A depressão é silenciosa. Prostração, aversão pela vida.
Agrava de manhã.

NATRUM MURIATICUM
Deprimido, a depressão agrava pelas dez horas da manhã. Rumina os desgostos e aborrecimentos. Choroso. Emagrece apesar de manter o apetite.
Agrava pelo consolo.

NITRICUM ACIDUM
Deprimido e ansioso principalmente ao fim da tarde. Detesta ser contrariado. Irrita-se por tudo e por nada. Tem aversão à vida. Indiferença a tudo.

NUX VOMICA
Depressão após uma vida profissional muito activa. Aversão ao trabalho. Está desanimado e tem dificuldades em executar trabalhos cerebrais. 
Todos os seus padecimentos melhoram pelo repouso.

PHOSPHORICUM ACIDUM
Depressão com lentidão e torpor intelectual. Indiferença a tudo. Astenia. Desejo de estar só e em silêncio.

PLATINA
Depressão com dismenorreia.

PULSATILLA
Tem um carácter dócil. Chora facilmente. Chora sempre que fala dos seus padecimentos.

SEPIA
Depressão na gravidez. Deseja estar só. Irritabilidade. Indiferença a tudo.

STAPHYSAGRIA
Depressão por recalcamento prolongado de desgostos ou contrariedades. Depressão física e intelectual. Astenia. Indiferente deseja estar só. Acorda de mau humor.

VERATRUM ALBUM
Depressão por desgosto. Desespero. Prostração. Choros e gemidos. Fica ansioso quando está sozinho. Fica irritado facilmente.
Há em Veratrum album a possibilidade de impulso súbito ao suicídio.

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Download do NOVO REPERTÓRIO HOMEOPÁTICO (Por patologias) em


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