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ARTE

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terça-feira, 6 de março de 2012

HINO AO AMOR



Ainda que eu fale
A língua de homens
Anjos e arcanjos
Serafins ou querubins

Se Amor não tiver

Serei como o bronze
Que soa
Ou o címbalo
Que ecoa

Ainda que tenha
O dom de profecia
Domine o saltério
E conheça tudo
O que é mistério

Enigmas
Ciências
Filosofias
Teologias

Se Amor não tiver
Nada serei

Ainda que a minha santa Fé
Mova todas as montanhas da Terra
Se mostre às criaturas penitente
Encante feras
E seja assombro de animais e gente

Se não tiver Amor
Nada sou

Ainda que entregue
Todos os meus bens
Aos pobres e desvalidos
E meu pobre corpo
Confie à fogueira
Em arroubo desmedido

Se não tiver Amor
De nada me valerá

O Amor é paciência
O Amor é prestante
Maravilhoso e excelente

Não é invejoso
Nem arrogante
Nem orgulhoso

Nada faz de abusivo
Gratuito e excelso
Admirável e portentoso
Não busca conveniência

Não se agasta
Não se ofende
Nem se ressente
E desobriga penitência

É inocente
Não nasce nem morre
Eterno e omnipresente
Não sabe quem ama
Porque ama
Nem o que é Amar

Não exulta perante a injustiça
Odeia a iniquidade
Mas
Rejubila com a Verdade

Tudo desculpa
Tudo entende
Tudo aguarda
Tudo suporta

O Amor não passará jamais

As profecias terão o seu fim
A ciência será inútil
As filosofias palha ardente

O Amor não findará jamais

Como o nosso conhecimento
Imperfeito e degradado
Do que é perfeito ausente

Um dia
O que é Perfeito
Virá


O imperfeito
Desaparecerá

Oh Amor que tardas
E que minha alma
De amor matas

Quando criança
Falava como criança
Pensava como criança

Homem
Abandonei as coisas da criança
A dança das ilusões

Vejo como num espelho
A imagem imperfeita
Aguardando o tempo
Em que face a face verei
O Amor que deleita

Ainda conheço
De forma imperfeita
Em alma impura

Mas em breve
Conhecerei na Altura
Como conhecido
Pelo Amor sou

E se três coisas permanecem
A Fé a Esperança e o Amor

Louvor a Ti Senhor
Que a maior de todas é o Amor

Oh Amor que tardas
E que minha alma
De amor matas

Louvor a Ti Senhor



Versão JMA


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segunda-feira, 5 de março de 2012

RECORDO...


Recordo-me e recordam-me neste Véu do Tempo que apenas em petiz Te adorei com preces azuis ajoelhado aos pés hirtos das colunas de pedra E como Te adorava E como sentia a alma plena a palpitar de Vida a animar o Templo das Delícias e das Esperanças
Hoje soletro os meus vícios caudalosos e os mais obscenos apetites Sou o que sou e pelo que sou Sou sem mais ser Nem um pouco mais nem um mais a menos Vivo a viver Assim devo ter nascido assim espero morrer
Por vezes humano tão humano que me arrepia outras animal sem tino em caldeira fria sem destino sem razão sem outra vontade que não a de incendiar corpos
E se Te voltar a adorar retomará o cálice diamantino a sua inocência primordial?


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UMA CANÇÃO PELA TUA TRANÇA



Uma canção pela tua trança

No Salão Doirado um alaúde em que as almas nobres se perdem
Uma flauta adormece no leito cristalino
A tua trança ao lado
Nos olhos esculpidos a lágrimas
Do Santo que impávido
Te implora no seu canto
Um efémero momento
Em breve movimento


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CAVALO BRANCO



Cavalo Branco

O Pântano das Noites Floridas
Agita-se nas patas aladas
Que se debatem desesperadas

Um grito e o seu eco
Na salvação do rosto encoberto

Pureza do ocaso
Rectidão suicida dos animais conhecidos
Neste mundo desabitado de corações

Unhas ferozes do medo


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HORAS



São horas
O saltério anuncia as armadilhas que se estendem pela estepe

Não esperes por mim

Regressemos ao coração do universo
Para que nos seja formalmente apresentado
O Mistério da Criação

Retorno sem princípio
Chegada sem fim


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LÁGRIMAS DA MEMÓRIA



Curva-se o Céu no dia ensombrado
Um beijo prolongado na Terra Virgem

Alto e baixo apaziguam-se
Tão serenos
Tranquilos

Ah a margem das águas onde arrancámos

Dentes cerrados os juncos

Aí amámos os desafortunados
Amámo-nos a nós
Na fortificação imaculada
De muros graníticos

Na terra queimada soltam-se lamentos
Nascidos das lágrimas da memória


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ESTAÇÃO MALDITA



A Primavera aproxima-se como espelho a despontar no limite do universo
O dia está prestes a findar

Flores longínquas enviam-me o teu perfume

Longo é o caminho
Curtos os passos
Do que não sabe declarar a sua Paixão

As montanhas brancas do luar estão cada vez mais distantes
A uma hora da Casa do Mar
Penso voltar ao Jardim do Repouso

Novamente esta maldita estação sempre presente nos meus dias
Cansaço de viajante sem hora marcada


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NA NOITE AGUARDO A TUA VOZ...



Na noite aguardo a tua voz

Qualquer mensagem do vento tranquilizará o corpo dobrado sobre si mesmo

Gravuras terra de sombra natural nas paredes
Curvadas aos temporais românticos

Uma única palavra eternizará o amor de outrora


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