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sexta-feira, 1 de julho de 2011

CAMINHO DA LIBERTAÇÃO - 26




26. –
Uma dos modos de conseguir a cessação da actividade mental é como já anotámos (3 e 4), a observação continuada da mente.
Quando a examinamos tomando consciência de todos os pensamentos que aí são gerados, seguindo-os até à sua origem, as suas actividades tendem a parar, ficando tranquila. Ficar tranquilo quer dizer não pensar.
Na linguagem do poeta Caeiro, diga-se que “o que faz falta é conhecer e não pensar”.

Na origem não temos pensamentos.
O estado que os separa é de quietude. Quando o tronco de carvalho já não alimenta a fogueira, esta repousa.
Quando os pensamentos se tornam silêncio, o “eu” encontra a paz, residindo no estado puro, e a libertação torna-se uma realidade.

Os pensamentos são como os ventos: aparecem, mudam de direcção uns quantos graus de tempo a tempo e desaparecem dando lugar a outros novos. O segredo está em os não pensar, aceitando o seu fluxo como o das correntes de maré.

O silêncio é o estado que transcende quer a palavra quer o pensamento. É a linguagem mais poderosa, elevada e eficaz.
Nos estados de sonho e de vigília, o cérebro está em actividade. No sono profundo esta cessa e manifesta-se a consciência pura em todo o seu esplendor.
A felicidade é então sentida de forma absoluta por aquele que não pensa, compreendendo assim, de modo seguro o que o envolve graças à linguagem universal do silêncio. É no seu seio que podem ser compreendidas questões submetidas a investigações e estudos de anos e séculos sem sucesso.


JOSÉ MARIA ALVES
www.homeoesp.org


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