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quarta-feira, 2 de junho de 2010

GUILLAUME APOLLINAIRE (1880-1918) - SE ME DEIXASSEM...






Oh tempo oh singular caminho de um ponto a outro
Se me deixassem teria mudado rapidamente
O coração dos homens e em todo o lado haveria
Apenas
Coisas belas

Em lugar de frentes vencidas em lugar de penitência
Em lugar de desespero e de orações haveria em todo o lado
Relicários custódias e cibórios
Resplandecendo no fundo dos sonhos como essas
Divindades primitivas cuja função poética
Está quase acabada

Se me deixassem compraria
Os pássaros cativos para os libertar
Vê-los-ia com alegria sem mácula
Voarem sem fazerem ideia
De uma virtude chamada reconhecimento
Ou gratidão

Tradução de Jorge Sousa Braga

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