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ARTE

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

CÂNTICO DO AMOR










ainda que fale 
         a língua
                  de homens
                  e a de anjos

             se amor não tiver
             sou como o bronze
                           que soa
             ou o címbalo
                           que ecoa

   ainda que tenha
   o dom da profecia
   e conheça todos os enigmas
   toda a ciência e filosofia

   ainda que toda a minha fé
   mova as mais altas montanhas

            se não tiver amor
                  nada sou

         ainda que distribua
         todos os meus bens
         e o meu corpo
         entregue à fogueira

            se não tiver amor
            de nada me valerá


      o amor é paciência
      o amor é prestante

não é invejoso
nem arrogante
nem orgulhoso

é manso e sonante
divino amante

      nada faz de abusivo
      é gratuito              amor

           amado e amoroso
      água que nasce
      no coração do outro
                      irmão que sofre
                      pobre e oprimido
                      injustiçado e desvalido


não busca 
a sua conveniência
mas a dos que ama
alma que se inflama
no sofrimento amado 
e na perseverança
do bem almejado


      não se agasta
      não se ofende
      nem se ressente

      não exulta 

      perante a injustiça
               mas
      rejubila com a verdade

tudo desculpa
tudo crê
tudo aguarda
tudo suporta


o amor jamais passará

      as profecias o fim terão
      o dom de línguas terminará
      e a ciência inútil será

pois nosso conhecimento é imperfeito
e imperfeitas são nossas profecias
mas quando o que é perfeito vier
o imperfeito por desaparecido se terá


quando criança
falava como criança
pensava como criança

homem
deixei as coisas da criança

agora vemos como num espelho
de modo confuso
depois face a face veremos

agora conhecemos
de forma imperfeita
depois conheceremos como
conhecidos somos

            agora três coisas permanecem
            a fé a esperança e o amor


louvor a ti senhor
que a maior de todas é o amor

louvor a ti senhor
louvado seja o amor
que nos deste


o amor não há-de passar
para que o mundo não seja este


só o amor o pode transformar



S. Paulo
Versão de José Maria Alves




2 comentários:

Coruja disse...

Puxa Vida!
Que beleza, que discernimento, que inspiração... que património... de amor!

Posso roubar?

Um abraço grato.

José Maria Alves disse...

Boa tarde Coruja

Claro que pode! É mesmo para ser "roubado" e "amado"...

Um abraço

Zé Maria Alves