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ARTE

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

ARTUR LUNDKVIST (1906-1991) - AFO(LI)RISMOS







Nas casas demasiado silenciosas
os móveis falam sozinhos.

Algumas portas fecham-se com tal estrépito
que parece que jamais se poderão abrir de novo.

As palmeiras envergonham-se, cada dia mais,
de se terem convertido em árvores místicas.

O deus Pã morreu. O pânico, porém, persiste.
Iço as velas do teu corpo
e parto nele para o mar.

Tradução de Ana Hatherly


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